Baixo rendimento de aprendizagem: As 3 coisas que você pode mudar

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Ao longo dos anos, e pude observar que a desmotivação e o baixo rendimento de alguns dos meus alunos aparece devido a três fatores principais, que mostro neste texto. Vou dar exemplos usando o que observo com o violão, que é o instrumento que ensino, mas que valem para diversas outras atividades. Será que somos escravos da rotina, ou podemos encontrar soluções para otimizar nosso dia a dia, inclusive prevenindo nossos filhos do stress? Hoje em dia há pesquisas apontando que 40% das crianças em idade escolar apresentam algum sintoma de stress. Acompanhe aqui as 3 principais causas, e veja onde você pode melhorar a sua vida.

1- Baixo rendimento está associado a rotina

Ir para a escola é o principal elemento da rotina de uma criança. Sendo assim, o que deveríamos esperar de qualquer atividade extracurricular? Para nós adultos o caráter extra-curricular está presente em toda e qualquer atividade feita fora do horário curricular, seja dentro ou fora da escola, como aulas de futebol, balé, música ou natação. Mas para a criança, esta distinção não necessariamente procede.

Rotina remete a obrigação. E fazer qualquer coisa por obrigação pode acabar ficando chato, na compreensão da criança. Quando ela não consegue, ou sente que não consegue, acompanhar a expectativa do professor, por exemplo, o que ela vai dizer é que aquilo é chato. Se uma atividade é prazerosa, quem melhor do que os pais para ensinar isso?

A criança precisa aprender a valorizar cada passo rumo ao seu objetivo. A rotina faz parte disso. Se o menino faz aula de violão, mas quer tocar igual o Jimmy Hendrix, precisa aprender o prazer de dar os passos para chegar lá.

2- Ausência dos pais:

Acontece que os pais frequentemente providenciam atividades extras para ocupar o filho em seu momento de lazer, e de preferência que seja uma atividade educativa, cultural.

Pois bem. É muito positivo por um lado, mas é fundamental a participação ativa dos pais na hora de treinar o instrumento, ou qualquer outra atividade, à qual se deseja atribuir mais prazer do que sensação de obrigação. Para conseguir isso, os pais precisam estar presentes, mostrando ativamente que também gostam daquela atividade.

Minha mãe estudou piano por 9 anos antes de eu nascer, mas eu só a vi ao piano quando estava com quase 20 anos de idade. Pode ter certeza, de que foi um momento  bonito ver a minha mãe tocando piano.

Para uma criança, compartilhar as atividades é muito mais do que ter um professor dentro de casa. É ter a sensação de pertencimento e legitimação perante os pais. É ter o exemplo, o espelhamento da atitude de aprendiz.

Por isso eu defendo que, para que o filho aprenda, é preciso os pais aprenderem. Se cada pai ou mãe tivesse compreensão do poder disso, as coisas seriam muito mais fáceis para as crianças. Veja esse exemplo:

Filho: Pai, o que é isso? um violão?

Pai: É filho, o papai está aprendendo a tocar.

Filho: Posso tocar? (já colocando as mãos no violão)

Pai: Daqui a pouco eu deixo você tocar igual a mim, você quer?

Este caso é quando o pai assume a posição que ele quer ver o filho assumir, de querer aprender. Ao usar o poder de espelhamento que o pai tem sobre o filho, a criança rapidamente se identificou positivamente com o objeto. Note que este processo pode durar poucos segundos, como pode durar alguns dias. O importante é o pai (ou mãe), ficar firme com a estratégia, aproveitando para aprender algo novo e estimulante para si mesmo.

O caso oposto, que ilustro abaixo, costuma gerar resultado oposto, e fazer a criança repelir o instrumento:

Pai: Filho, está na hora de tocar violão. Seu professor vai brigar com você, e nós combinamos que seria 15 minutos por dia.

Filho: Agora não, pai…

Parece fazer parte do DNA do ser humano querer ser dono da ideia. Na verdade, a criança poderá obedecer algumas vezes, mas quando começar a pensar que está treinando para agradar o pai, a mãe ou o professor, a motivação será afetada rapidamente.

É preciso um pouco de psicologia reversa. Sabe como eu ensinei minhas filhas a comer salada? Fiz uma bacia de salada e fiquei comendo na frente da televisão, como se fosse biscoito e não ofereci pra elas. Na curiosidade elas quiseram provar, mas eu não insisti. Hoje elas associam salada a algo prazeroso.

3- Falta de diálogo e baixo rendimento

Diálogo entre mãe e filha
O diálogo significa uma certa “horizontalidade” na relação. É o que trás entendimento das situações. Alguns pais e mães deixam de explicar porque acham que o filho não vai entender. Mas nesse caso pense sobre as duas coisas a seguir:

  •  O ato de explicar vale independentemente da compreensão: A criança se sente valorizada, sente que nela é depositada a confiança de que é capaz de entender.
  • Uma explicação atende diversos níveis de compreensão: A ideia que uma criança faz de determinado assunto, será diferente do adulto, mas não será pior, pois será exatamente do tamanho que ela precisa.

A criança tem medo de reprovação. Quando, por exemplo, não gosta do repertório que o professor lhe ensina, pode ficar desmotivada, e não ter coragem de falar o motivo. O mesmo pode acontecer em sua relação com os pais, quando não há diálogo. A criança teme ser repreendida, ou simplesmente não elabora tão bem os sentimentos, em alguns casos.

Se há baixo rendimento em qualquer área, seja violão, inglês, ou escola, o diálogo é o principal remédio.

Crianças são muito inteligentes

Isso inclui:

1- Sabem ouvir não.

2- Gostam de limite.

3- Querem aprender.

4- Querem crescer.

O problema é que o espelho destas crianças é sempre o pai e a mãe (veja imagem ao lado). E quem disse que eles desenvolveram todas essas inteligências? Os filhos são o retrato do que seus pais lhes ensinaram. A grande dificuldade de muitos pais é lidar com a frustração dos filhos. O choro! Este não é o vilão que alguns pensam, porque ele passa rápido. Mas ceder ao choro gera feridas que podem durar muitos anos.

“Quem não faz o filho chorar vai precisar chorar por ele mais na frente”. (Mestre G.)

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